Afinal, o que é esse tal de CDI?

Como sabemos que o dinheiro é um bem muito importante para todos, trouxemos este post expondo a você o conceito de CDI e como ele influencia em seus investimentos.

Neste post você encontrará:

  • O conceito de CDI;
  • O CDI é um investimento?
  • Para que serve o CDI?
  • Taxa Selic x CDI;
  • Resumo.

Boa leitura!

Afinal, o que é o CDI?

Esta é a primeira questão a ser elucidada. Trata-se, pois, de um CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO, que consiste, de forma simplória, em um “empréstimo” realizado entre as instituições financeiras.

Certo, mas por que as próprias instituições financeiras precisam fazer empréstimos umas com as outras?

Então, a pergunta é mais comum do que você imagina…

As instituições financeiras precisam cumprir uma determinação imposta pelo BACEN – BANCO CENTRAL, a qual estabelece que todos os dias elas devem fechar seu caixa “no positivo”, ou, de forma mais técnica, superavitárias.

Quando, ao longo do dia, os bancos em suas operações mais comuns de realização de empréstimos, saques, enfim, saída, de uma maneira geral, de ativos de seus caixas, ficando, assim, “no negativo”, eles necessitam de tomar dinheiro emprestado com seus colegas de mercado para permanecer dentro das regras que lhe são impostas.

Antes de prosseguirmos, uma informação significativa e que a maioria das pessoas confunde é: O CDI É UM INVESTIMENTO?

NÃO!! O CDI não é um investimento, ele é UMA TAXA BALIZADORA PARA OS INVESTIMENTOS DE RENDA FIXA!!! Que é assunto para outro post e que você encontra aqui no Blog da KarposBank.

Então para que serve o CDI?

Para isso mesmo que você leu aí em cima, referenciar os investimentos de renda fixa, é um indexador (serve, basicamente, como uma taxa de reajuste) para eles.

Entenda isso, por favor, é muito simples e importante para você que quer singrar por estes mares do mercado financeiro.

Prossigamos…

Os bancos também têm uma conta bancária no BACEN, que é denominada de conta de reservas, ou seja, para que tenham de onde angariar recursos financeiros quando precisarem, para cumprirem tais determinações. Na aludida conta, eles depositam os excessos de capital do dia, e tomam empréstimos quando necessário.

Dessa forma é que nasce o CDI… Que, diga-se de passagem, é um título ofertado em garantia pelo empréstimo. Outro ponto interessante, é que o empréstimo é de curtíssimo prazo, o valor deve ser restituído no dia seguinte, ou seja, em 24 horas, e essa operação é denominada overnight, pois ela ocorre durante a noite.

Mais uma informação relevante aqui é que este empréstimo fica registrado em sistema eletrônico chamado Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC.

Eis que surge a nossa famigerada taxa SELIC… É, achou que ela não iria aparecer por aqui? É bom que você entenda o que ela significa também, aqui no Blog da KarposBank a gente também tem um conteúdo sobre ela.

O CDI é diretamente relacionado à taxa SELIC, que é a taxa básica de juros que regula nossa economia, e é definida pelo COPOM – Comitê de Política Monetária, que é um órgão do Governo Federal, diretamente ligado ao BACEN.

Taxa Selic x CDI

Então o CDI e a SELIC andam juntinhos, porém o primeiro é a taxa de juros que regula os empréstimos entre as instituições financeiras, e a SELIC é taxa de juros que regula nossa economia, simples assim!

Resumindo para fixar bem o seu entendimento: o CDI é a taxa de juros cobrada em um empréstimo realizado entre as instituições financeiras. Ele não é um produto financeiro passível de investimento, pois é exclusivo para os bancos e se trata de uma taxa. Para a nossa vida prática ele simplesmente é um indexador para os investimentos de renda fixa (CDB, LCI, LCA, etc). O seu rendimento é diretamente ligado à taxa SELIC (fica pouquíssima coisa abaixo dela), e esta é a taxa básica de juros que regula a economia do país, controla a inflação no mercado e sua meta é estabelecida pelo Governo Federal.

Prontinho!!! Esse é o conteúdo de hoje, esperamos que você tenha gostado. Fique atento ao mercado financeiro, ele até parece um bicho de sete cabeças, mas, na realidade, não é!